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A Vida é um Cogumelo Verde – no Porto

Muito obrigado ao site Cinéfilos.tv, pela entrevista e reportagem fotográfica feita no lançamento do meu livro no Porto. Para ver a entrevista inteira, e as fotos, basta carregar aqui. Ou em Cinéfilos.tv, no fim da página.

A Fnac do Norte Shopping, foi o espaço escolhido para o Actor Bruno Ferreira para lançar o seu 2.º Livro “A Vida é um Cogumelo Verde”. Mais conhecido pelas variadíssimas vozes que tem a capacidade de imitar, Bruno Ferreira, já colaborou com alguns órgãos de comunicação social, como a Revista “Vidas” do “Correio da Manhã”, […]
 

Soluções das palavras cruzadas do livro A Vida é um Cogumelo Verde

Caro leitor, para o livro estar completo falta a sua parte.
Aqui ficam as soluções das Palavras Cruzadas de
“A Vida é um Cogumelo Verde”:

HORIZONTAIS
1 – Beja/ SCP.
2 – Otorrino.
3 – TT/ Mar.
4 – Ais.
5 – Saúde.
6 – Restos.
7 – Erra/ Ter.
8 – Ira/ Colo.

VERTICAIS
1 – Bolo-rei.
2 – ET/ Terr.
3 – Jota/ Sra.
4 – artista.
5 – São.
6 – Sim/ Usto.
7 – CNA/ El.
8 – Porreiro.

Obrigado e boa leitura!

Bruno Ferreira

Capa Livro Bruno

Dizer-lhe ainda que…

Crónica publicada no Diário do Alentejo

Desde há uns tempos a esta parte que nos habituámos a ouvir os pivôs dos telejornais introduzir notícias da seguinte forma: “Dizer-lhe ainda que…”. Dizer-lhe ainda que? Mas onde raio é que está o princípio da frase? O “Gostaria de”, ou o “Teria o maior prazer de”? O pior é que este fenómeno tem o modus operandi de um vírus. Isto pega-se. E pega-se a um ritmo vertiginoso. Depois dos jornalistas, também os comentadores, a classe política, e por aí fora, passaram a aplicar este modelo de frase digamos… incompleta.

Eu acho óptimo andar na moda e, apesar de me fazer confusão, confesso que fiz um esforço e ontem entrei num café, dirigi-me ao empregado e disse “Pedir-lhe um café”. Ele ficou a olhar para mim de sobrolho franzido e preferiu não me contrariar. Contudo, denotei a sua preocupação. Isto traz um problema aos empregados de café. O que fazer com a velha e boa piadola que adoram soltar depois de dizermos: “Queria um café, por favor”, que é: “Queria, então já não quer?”

Mantendo-nos no café, isto leva-me a reflectir sobre a quantidade de palavras estranhas que clamam para serem ditas em português. Recordo o novo gelado da Olá. Diz a marca que nos habituou a nomes como Corneto, Dedo, ou Pé, que agora existe o novo Olá Swirl. Swirl? Em inglês quer dizer remoinho. Agora não obriguem a minha língua a andar em remoinho dentro da boca, de rojo contra os dentes todos até conseguir pronunciar este emaranhado de caracteres que parece que foi escolhido depois de ver os símbolos que vieram a boiar numa colherada de sopa de letras. E depois não chega ser um Swirl, mas diz a Olá que ainda traz pedaços de brownie, e topping de morango, envoltos em soft ice de baunilha. O que é isto? Swirl de brownie com topping de soft ice? Se for numa pastelaria do Soho, ainda vá, mas o que dirá desta indecifrável sobremesa um empregado de café de Selmes? Ou de porto Peles?

Este novo gelado está quase ao nível daquele… coiso… do MacDonald’s, que dá pelo nome de Wrap. Mas como é que isso se pronuncia? Não é RAP, é URAP? UREP? Em português parece um arroto, mas o nome vem do verbo inglês to wrap, que significa embrulhar. Os Wraps são justamente sanduíches embrulhadas em fatias de massa fina. Pior do que isto tudo é comer um Snack Wrap Ranch e logo a seguir um Swirl de Brownie com Topping de Soft Ice. Não contem comigo. E não é por causa dos fritos, do açúcar ou da gordura. É que sou um conservador linguístico, não quero colesterol na minha semântica. Por exemplo eu comeria de bom grado uma Refeição Leve de Rancho Embrulhado logo seguida de um saboroso Gelado de Remoinho com Bolo de Chocolate e Cobertura de Gelo Macio. Mas é que em pestanejar.

E como gosto de saborear estas iguarias refastelado no sofá, iria ao IKEA buscar uma poltrona EKTORP JENNYLUND, ou uma chaise-longue HÄRNÖSAND. E depois assistiria à televisão bem assente no móvel BORGSJÖ, mesmo ao lado da estante de livros VITTSJÖ. Esta parte foi só para encher.

Para terminar, e porque sou um ouvinte atento dos noticiários, constato que as recentes e constantes greves dos maquinistas da CP não tiveram o mínimo eco na imprensa. De maquinistas e comboios parados, nada. Agora parece que têm existido bastantes jornadas de luta no setor dos macnistas. Que são aqueles senhores que, como todos sabemos, conduzem as macnas. O que são as macnas? Pois, não sei. Mas os macnistas andam aí. Dizer-lhe ainda que, apesar de não parecer, esta crónica foi escrita tendo por base o novo acordo ortográfico.

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